Cinco regras de ouro para o uso de tecnologia na educação

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Lars Janér, diretor para a América Latina da Instructure – empresa de tecnologia de software na nuvem para ensino e aprendizagem

A tecnologia em sala de aula seria uma distração ou realmente ajuda professores e alunos na aprendizagem? Ainda não parece haver um consenso sobre o tema, mas acredito que o debate sobre benefícios e desvantagens no uso dessas novas ferramentas educacionais é benéfico.

Concordo que ferramentas tecnológicas que não são utilizadas, na melhor das hipóteses são um desperdício de dinheiro. Na pior delas, podem ser mesmo uma distração e até prejudicial para alunos e professores.

O problema então não é a tecnologia, mas como utilizá-la. A tecnologia adequada utilizada para as finalidades certas acaba sendo a melhor aquisição que uma instituição de ensino pode fazer.

Para garantir esse sucesso, existem algumas regras de ouro que tornam a tecnologia uma ferramenta genuinamente inovadora no sentido de aumentar o envolvimento dos alunos e auxiliar os professores:

1-Priorize os desafios que deseja superar

Antes de adquirir qualquer solução, as escolas precisam identificar os problemas que desejam resolver por meio da tecnologia.

Escolher uma tecnologia que acelere o processo de correção de trabalhos ou ajude a criar relatórios sobre a jornada de aprendizagem dos alunos é uma maneira de utilizar a tecnologia a favor do ensino.

Se o desafio for manter os alunos interessados nas aulas, então procure algo que entregue o conteúdo de forma atraente. Pode ser através de vídeo, conversas em tempo real ou mesmo jogos. Se não estiver claro quais dificuldades deseja superar com a tecnologia, então talvez ainda não seja o momento certo para um investimento.

2-Trabalhe de baixo para cima

Quando a tecnologia adquirida pela escola não é utilizada em todo o seu potencial, geralmente é porque o sistema ou os dispositivos foram escolhidos pelos gestores ou por líderes acadêmicos que não são os usuários no dia a dia da sala de aula. A aquisição de novas tecnologias para a escola deve envolver os professores durante a definição das necessidades e também na tomada de decisão. A visão deles sobre o que se passa na sala de aula é crucial, e o seu envolvimento no processo torna mais fácil a adesão à tecnologia escolhida.

Caso alguns professores mostrem resistência às mudanças que a tecnologia irá trazer para a sala de aula, as escolas podem criar grupos de discussão e feedback para que se sintam envolvidos nesse processo. Em muitos casos, os professores acabam se tornando defensores fervorosos dos benefícios perante outros funcionários e alunos.

3-Promova a integração dos pais

Os pais podem ficar apreensivos quando se trata da adoção de uma nova tecnologia para seus filhos. Há receio a respeito de privacidade, distração ou falta de sociabilidade com outras crianças. O debate entre escola e responsáveis faz parte do processo de esclarecimento. Plataformas de aprendizagem on-line podem aproximar filhos e pais, pois permitem aos responsáveis ter um papel mais ativo na educação das crianças e adolescentes. Envolver os responsáveis no início da decisão de compra da tecnologia escolar vai garantir que eles apoiem e defendam o programa mais tarde.

4- Explore as possibilidades da educação aberta

O conceito de educação aberta continuará avançando, especialmente no Brasil, onde a população de estudantes se espalha para além dos centros urbanos até áreas rurais remotas. Plataformas de educação aberta trazem educação de forma remota, através da tecnologia, e podem se tornar a porta de entrada para toda a riqueza de conteúdo que está sendo criado e compartilhado em todo o mundo. Esta abordagem, alimentada pela tecnologia on-line, pode mudar totalmente a experiência de aprendizagem, e para melhor.

5-A avaliação constante vai eliminar o desperdício

Muitas vezes as escolas não fazem uma avaliação contínua sobre o retorno dos investimentos, o que pode levar a uma crença de que a tecnologia é um desperdício de dinheiro. Identificar onde os equipamentos estão sendo subutilizados ou ignorados é vital. As escolas precisam avaliar suas decisões de compra de forma consistente, fixando objetivos e indicadores de desempenho para se certificarem de que suas metas estão sendo alcançadas desde o início.

Fonte: Segs (site)

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